Vou começar a postar hoje uma série de “dicas” a respeito de ortografia, significação de palavras, acentuação, concordância, etc. São várias as situações que trazem dúvidas, no dia-a-dia, principalmente para as pessoas que se propõem a escrever. Mas, alguns erros acabam acontecendo com maior freqüência, ocorrendo até mesmo ao falar - esses merecem atenção redobrada! Vamos, então, listando os mais comuns, de forma aleatória,`a medida que forem sendo “lembrados”, ok? E que a nossa lista se torne um roteiro de "como fugir dos temidos erros portuguesísticos"! Ah, aceito contribuições.
ü Comprei "ele" para você.
o Eu, tu, ele, nós, vós e eles são pronomes pessoais retos, só podendo exercer a função de sujeito; não podem ser objeto direto.
o Assim: Comprei-o para você.
o Também: Deixe-os sair, mandou-nos entrar, viu-a, mandou-me.
ü Nunca "lhe" vi.
o Lhe é pronome pessoal oblíquo átono e substitui a ele, a eles, a você e a vocês, por isso não pode ser usado com objeto direto.
o O certo é: Nunca o vi. / Não o convidei. / A mulher o deixou. / Ela o ama.
ü Soube que os homens "feriram-se".
o O “que” sempre atrai o pronome – caso obrigatório de próclise: Soube que os
homens se feriram. / A festa que se realizou ontem...
O mesmo ocorre com as palavras negativas, as conjunções subordinativas, os advérbios e outras palavras atrativas: Não lhe diga nada. / Nenhum dos presentes se pronunciou. / Quando se falava no assunto... / Como as pessoas lhe haviam dito... / Aqui se faz, aqui se paga. / Depois o procuro.
ü Não sabiam "aonde" ele estava.
o O certo: Não sabiam onde ele estava.
o Aonde se usa com verbos de movimento, apenas:
o Não sei aonde ele quer chegar. / Aonde vamos?
ü A tese "onde" ele defende essa ideia...
o Onde só pode ser usado para lugar: A casa onde ele mora. / Veja o jardim onde as crianças brincam.
o Nos demais casos, use em que: A tese em que ele defende essa ideia. / O livro em que... / A faixa em que ele canta... / Na entrevista em que...
ü As pessoas "esperavam-o".
Quando o verbo termina em m, ão ou õe, os pronomes o, a, os e as tomam a forma no, na, nos e nas: As pessoas esperavam-no. / Dão-nos, convidam-na, põe-nos, impõem-nos.
ü Vocês "fariam-lhe" um favor.
o Não se usa pronome átono (me, te, se, lhe, nos, vos, lhes) depois de futuro do presente, futuro do pretérito ou particípio.
o Assim: Vocês lhe fariam (ou far-lhe- iam) um favor. / Ele se imporá pelos conhecimentos (e nunca "imporá- se"). / Os amigos nos darão (e não "darão-nos") um presente. / Tendo- me formado (e nunca tendo "formado-me").
ü Andou por "todo" país.
o Todo o (ou a) é que significa inteiro: Andou por todo o país (pelo país inteiro). / Toda a tripulação (a tripulação inteira) foi demitida.
o Sem “o”, todo quer dizer cada, qualquer: Todo homem (cada homem) é mortal. / Toda nação (qualquer nação) tem inimigos.
ü "Todos" amigos o elogiavam.
o No plural, todos exige “os”: Todos os amigos o elogiavam. / Era difícil apontar todas as contradições do texto.
ü A moça "que ele gosta".
o Como se gosta de, o certo é: A moça de que ele gosta.
o Igualmente: O dinheiro de que dispõe, o filme a que assistiu (e não que assistiu), a prova de que participou, o amigo a que se referiu, etc.
OBS: Peço desculpas, mas o Blogger hoje não aceitou nenhum tipo de configuração! Espero que dê pra entender... Abraços, Cláudia.
