sábado, 18 de fevereiro de 2012

Entre metáforas e metonímias, trago também minha "alegoria" de Carnaval - gramaticalmente falando - , desejando uma boa folia pra quem é de folia!

A Império Serrano na “apoteose” do Carnaval do Rio de Janeiro, alguns anos atrás, incendiava a Marquês de Sapucaí com o refrão “Bumbum paticumbum prugurundum, o nosso samba minha gente é isso aí, é isso aí... Bumbum...”
Opa, a Império incendiava a Marquês? Rafaela, socorro!!! Ainda ontem, estava tudinho entendido – na sua também “apoteótica” aula de final do curso preparatório pro TJ – metáforas, metonímias, paradoxos, antíteses, eufemismos, hipérboles, ironias, alegorias.
Ah, alegorias! Essas não poderiam faltar de forma alguma – é, você deixou bem claro, desta vez, não se deixaria de lembrá-las, não é Rafaela? Afinal, “é Carnaval, é folia, nesse dia..." é só alegria; é toda a energia que, acumulada e contida por tantos motivos, neste dia pode ser extravasada; é fantasia, muita fantasia, pura fantasia: é alegoria!
Então eu dizia que a Império incendiava a Marquês... É aqui que tento fazer valer os ensinamentos da Mestra e ouso encontrar figuras de linguagem, “nesse fogo todo”. Bom, a Império é a Escola de Samba Império Serrano – uma troca lógica, que pressupõe conhecimento prévio, ou seja, uma metonímia. Quem nesse Brasilzão de meu Deus não gosta de samba e não saberia que Império é nome de uma famosa escola de samba do Rio de Janeiro? Continuando, a Marquês é a (tão famosa quanto a Império Serrano) Avenida Marquês de Sapucaí – outra troca lógica, mais uma metonímia.
Mas a Império incendiava a Marquês? Não, ela não ateou fogo e pôs fim no “maior espetáculo da terra brasilis” - louvado seja Deus e todos os santos dos apaixonados pelo fogo ardente do Carnaval. O que aconteceu foi a construção de uma bela metáfora, no sentido de que a Império deixava todos “inflamados, excitados, afogueados” ao reverenciarem, euforicamente, um verdadeiro espetáculo!  
E a tal alegoria? A que me referi lá no início? Não posso deixar de falar dela – a Rafaela ficou muito triste, tão triste que nem dormiu; pois num tal concurso foi a danada que pediram, a própria. Agora ninguém erra mais, nem pensar que alegoria é só enfeite de Carnaval! Como assim? É só voltar, então, ao “calor” do samba-enredo da Império: “En...fei...tei meu coração de confete e serpentina/ Minha mente se fez menina num mundo de recordação/ Abracei a coroa imperial, fiz meu carnaval, /extravasando toda a minha emoção/ Óh, praça onze, tu és imortal, teus braços embalaram o samba,/ a sua apoteose é triunfal...

Queridos blogueses e bloguesas, "carnavalescos do meu coração", tem como eu enfeitar meu coração de confete e serpentina? Minha mente se fazer de menina? Eu abraçar a coroa imperial? A Praça Onze ser imortal e embalar com seus braços o samba??? Só na imaginação, não é? Ou, sendo mais gramatical, isso só é possível no sentido conotativo, figurado, literário, METAFÓRICO! Posso chegar, enfim, no conceito de alegoria: são muitas metáforas juntas, num contexto só, numa mesma informação  – que, neste caso, é a parte do samba que acabei de “cantar” – Isso é ALEGORIA!

Caríssima Rafaela, será que entendi o que você quis passar? Se for perto disso, fico feliz e sigo “cantando” porque Português pra mim é uma festa só, e é tão encantador quanto o Carnaval o é para o maior “amante do samba no pé”.
Agradeço muito por contribuir para o meu processo de “aprendiz-feliz da norma culta”... Agora, deixa eu seguir que “é carnaval, é folia, neste dia ninguém chora...” Chorar, por quê? São 05 dias de “folia” garantida - com os livros é claro, pois o objetivo é o TJ! O destino? Esse a Deus pertence e “quem sabe faz a hora”... Ops, se o tema era Carnaval, não poderia terminar com Vandré. Fica aqui o início do próximo... Até!!!

Cláudia Fagundes.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

" Minha Pátria é a Língua Portuguesa " - Repetindo a "chamada" do Bloguesa aos que me apresentei agora, conforme prometido!

           É com imenso prazer que venho compartilhar com vocês o "Bloguesa" ! Por que Bloguesa? De forma totalmente instintiva, trocando e-mails com um grupo de colegas do cursinho - Aninha, Silvana e Naíme - brincando com o que aprendíamos nas aulas de Português - créditos merecidos à Professora Renata Maia, que nos abrilhantou com suas aulas "incorrigíveis" de Gramática Normativa - assim, naturalmente, ousando corrigir os "pequenos deslizes"  cometidos pelas meninas, num "arroubo de paixão" pela nossa língua pátria, tive a ideia de criar um Blog que falasse dela: a Língua Portuguesa. Por isso, Bloguesa! É claro que elas, que de colegas passaram a "amigas especiais", me deram a maior força...
      Tudo começou no início deste ano, quando me matriculei no Meritus, curso preparatório para Concursos. Tomada de decisão dessas de mudança de rumo, novos projetos de vida colocados em prática e uma importante meta estabelecida: passar num concurso público, nos próximos 02 anos, no máximo! Desde então, algo que estava adormecido, bastou ser remexido, voltou com energia total, "visceral"! O tal gosto pelo Português: um encantamento nato! Sempre tive  uma atração pelas palavras, algumas em especial, como: saudade; abnegação; altruismo; intensidade. São tantas! Assim mesmo, soltas, desconexas, ou em orações bem estruturadas, contextualizadas! Adoro ler, amo escrever - e o faço com certa facilidade - falar então... gosto de me fazer comunicar, de maneira a ser útil, agregar valor! Compartilhar ideias, trocar informações, falar e escutar, discutir temas importantes, analisar situações rotineiras, isso tudo é COMUNICAÇÃO! E talvez seja este um dos meus maiores objetivos quando me proponho a criar o Bloguesa: Comunicar!
   Defendo a boa leitura como imprescindível para aquisição de conhecimento. Para muitos, ler é um hobbie, um prazer - tanto melhor! Mais do que divertido, acredito na leitura como fonte fundamental de aprendizado da língua portuguesa: para que se possa escrevê-la de maneira correta e, ao falar, se expressar de modo preciso e adequado. Ao adquirir um vocabulário mais rico, que se faz com a prática da leitura, você vai se apropriando da linguagem, cria gosto pela língua e uma coisa leva a outra... Bom, acredito que nunca é tarde para começar a aprimorar-se culturalmente - acho que sou um bom exemplo disso! Então, será este meu ponto de partida: um convite à imensidão das Letras e aos desafios da nossa Língua Portuguesa! Quanto a você, se quiser embarcar nessa aventura comigo, vai gostar da viagem, com certeza!!! 
                     Abraços,
              Cláudia Fagundes. 
          

sábado, 11 de fevereiro de 2012

E se ontem foi dia branco, hoje estou no momento mulher "cor de rosa choque"; nunca senti tão na pele as verdades deste texto que aí vai, como agora: tão mulher, tão real e, contudo, tão imperfeita! Bjos amores e um ótimo domingo!!!

Se eu tivesse que escolher uma palavra – apenas uma – para ser item obrigatório no vocabulário da mulher de hoje, essa palavra seria um verbo de quatro sílabas: descomplicar.
Depois de infinitas (e imensas) conquistas, acho que está passando da hora de aprendermos a viver com mais leveza: exigir menos dos outros e de nós próprias, cobrar menos, reclamar menos, carregar menos culpa, olhar menos para o espelho. Descomplicar talvez seja o atalho mais seguro para chegarmos à tão falada qualidade de vida que queremos – e
merecemos – ter.
Mas há outras palavras que não podem faltar no kit existencial da mulher moderna. Amizade, por exemplo. Acostumadas a concentrar nossos sentimentos (e nossa energia...) nas relações amorosas, acabamos deixando as amigas em segundo plano. E nada, mas nada mesmo, faz tão bem para uma mulher quanto a convivência com as amigas. Ir ao cinema com elas (que gostam dos mesmos filmes que a gente), sair sem ter hora para voltar, compartilhar uma “caipivodka” de morango e repetir as
histórias que já nos contamos mil vezes – isso, sim, faz bem para a pele. Para a alma, então, nem se fala. Ao menos uma vez por mês, deixe o marido ou o namorado em casa, prometa-se que não vai ligar para ele nem uma vez (desligue o celular, se for preciso) e desfrute os prazeres que só uma boa amizade consegue proporcionar.
E, já que falamos em desligar o celular, incorpore ao seu vocabulário duas palavras que têm estado ausentes do cotidiano feminino: pausa e silêncio. Aprenda a parar, nem que seja por cinco minutos, três vezes por semana, duas vezes por mês, ou uma vez por dia – não importa – e a ficar em silêncio. Essas pausas silenciosas nos permitem refletir, contar até 100 antes de uma decisão importante, entender melhor os próprios sentimentos, reencontrar a serenidade e o equilíbrio quando é
preciso.
Também abra espaço, no vocabulário e no cotidiano, para o verbo rir. Não há creme anti-idade nem "botox" que salve a expressão de uma mulher mal-humorada. Azedume e amargura são palavras que devem ser banidas do nosso dia a dia. Se for preciso, pegue uma comédia na locadora, preste atenção na conversa de duas crianças, marque um encontro com aquela
amiga engraçada – faça qualquer coisa, mas ria. O riso nos salva de nós mesmas, cura nossas angústias e nos reconcilia com a vida.
Quanto à palavra dieta, cuidado: mulheres que falam em regime o tempo todo costumam ser péssimas companhias. Deixe para discutir carboidratos e afins no banheiro feminino ou no consultório do endocrinologista. Nas mesas de restaurantes, nem pensar. Se for para ficar contando calorias, descrevendo a própria culpa e olhando para a sobremesa do companheiro de mesa com reprovação e inveja, melhor ficar em casa e desfrutar sua salada de alface e seu chá verde sozinha.
Uma sugestão? Tente trocar a obsessão pela dieta por outra palavra que, essa sim, deveria guiar nossos atos 24 horas por dia: gentileza. Ter classe não é usar roupas de grife: é ser delicada. Saber se comportar é infinitamente mais importante do que saber se vestir. Resgate aquele velho exercício que anda esquecido: aprenda a se colocar no lugar do outro, e trate-o como você gostaria de ser tratada, seja no trânsito, na fila do banco, na empresa onde trabalha, em casa, no supermercado, na academia.
E, para encerrar, não deixe de conjugar dois verbos que deveriam ser indissociáveis da vida: sonhar e recomeçar. Sonhe com aquela viagem ao exterior, aquele fim de semana na praia, o curso que você ainda vai fazer, a promoção que vai conquistar um dia, aquele homem que um dia (quem sabe?) ainda vai ser seu. Sonhe até que aconteça. E recomece, sempre que for preciso: seja na carreira, na vida amorosa, nos relacionamentos familiares. A vida nos dá um espaço de manobra: use-o para reinventar a si mesma.
E, por último (agora, sim, encerrando), risque do seu Aurélio a
palavra perfeição. O dicionário das mulheres interessantes inclui fragilidades, inseguranças, limites. Pare de brigar com você mesma para ser a mãe perfeita, a dona de casa impecável, a profissional que sabe tudo, a esposa nota mil. Acima de tudo, elimine de sua vida o desgaste que é tentar ter coxas sem celulite, rosto sem rugas, cabelos que não arrepiam, bumbum que encara qualquer biquíni. Mulheres reais são mulheres imperfeitas. E mulheres que se aceitam como imperfeitas
são mulheres livres. Viver não é (e nunca foi) fácil, mas, quando se elimina o excesso de peso da bagagem (e a busca da perfeição pesa toneladas), a tão sonhada felicidade fica muito mais possível.
                                          Leila Ferreira (Jornalista e escritora)


OBS: Desculpem se já postei esse texto antes, mas no momento, no meu momento, no dia de hoje, precisava compartilhá-lo com vocês... Beijinho.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Segunda de Saudades...

A idade de ser Feliz

Existe somente uma idade para a gente ser feliz.
Somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-los, a despeito de todas as dificuldade e obstáculos.
Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer.
Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores.
Tempo de entusiasmo e coragem em que todo desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo novo, de novo e de novo, e quantas vezes for preciso.
Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE, também conhecida como AGORA ou JÁ e tem a duração do instante que passa...  
                                                                                                                                                       Mário Quintana

Sejam sempre felizes meus queridos!!! Beijos e saudades!
Cau  Fagundes
PS: É que ando estudando muito e pra valer!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

“BBB”: VEJAM COM QUE CLASSE O VERÍSSIMO “DESCASCOU ESSE ABACAXI”!

E A GLOBO AINDA TEM A CORAGEM DE IMPINGIR ESSE “LIXO” SEMPRE ANTES  DAS MINI-SÉRIES, SUAS PRODUÇÕES “UM POUCO MAIS CAPRICHADAS” E QUE  ACABAM SENDO EXIBIDAS LÁ PELA UMA DA MADRUGADA... SÓ PODE SER DE GOZAÇÃO! DESCULPEM-ME OS QUE GOSTAM, MAS, ENDOSSANDO O TEXTO DO VERÍSSIMO, FICA AQUI MINHA INDIGNAÇÃO!

 Luis Fernando Veríssimo 
É cronista e escritor brasileiro
  “Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A nova edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB  é a pura e suprema banalização do sexo. 
Impossível assistir ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros...todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterossexuais. O BBB  é a realidade em busca do IBOPE.
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB . Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis? Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores) , carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados.
Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo dia.
Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna. Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, Ongs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns).
Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!
 Veja o que está por de tra$$$$$$$$$ $$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores)
Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema...., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , ·visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade."

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012


 Lya Luft  

 Mês passado participei de um evento sobre as mulheres no mundo contemporâneo . Era um bate-papo com uma plateia composta de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades.  E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi. 
 Foi um momento inesquecível... 
A plateia inteira fez um 'oooohhhh' de descrédito. 
Aí fiquei pensando: 'estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho? Onde é que nós estamos?'

Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado 'juventude eterna'. Estão todos em busca da reversão do tempo.
Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas. 
Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas mesmo em idade avançada.
 A fonte da juventude chama-se "mudança".
 De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora. 
A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas. 
Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos. 
Mudança, o que vem a ser tal coisa?
Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho. 
Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu.
Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos. 
Rejuvenesceu.
Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol. 

Rejuvenesceu.
Toda mudança cobra um alto preço emocional...

Antes de se tomar uma decisão difícil e,  durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza. 
 Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face.
Mudanças fazem milagres por nossos olhos e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna. 
 Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho. 
 Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.
Olhe-se no espelho...

Lya Luft - (Escritora e Tradutora) 

domingo, 8 de janeiro de 2012

Danuza Leão e a mulher ageless.

Escritora dá entrevista exclusiva para o iG e fala sobre simplicidade, autoestima, amor e seu novo livro: “É Tudo tão Simples”.
                                                                                        Danielle Nordi, iG São Paulo 07/01/2012
"Saio para andar e faço pilates todo dia. Não entro nessa coisa de vitaminas radicais. Já dei uma espichada na minha cara, mas agora chega."

Ela frequentava as melhores festas do Rio de Janeiro, conheceu personalidades nacionais e internacionais e presenciou o início da bossa nova no seu apartamento, junto com a irmã Nara Leão. Mas toda essa badalação ficou no passado da escritora Danuza Leão. “Na verdade, eu vejo hoje em dia que ia a festas para procurar um namorado. Aliás, se não for por isso, para que ir a uma festa?”, confessa, bem-humorada.
Atualmente bastante reclusa em sua casa, Danuza leva uma vida mais simples. Em entrevista ao iG, ela conta que simplificar sua rotina tornou-a uma mulher mais feliz. “Antigamente eu era um pouco tonta. Queria aparecer. Colocava o vestido mais lindo que tinha e ia para uma festa disposta a arrasar. Não vivo mais para isso. Estou mais feliz.” Leia a seguir a entrevista exclusiva com a escritora. 
iG: No seu livro mais recente, “É Tudo Tão Simples” (Ed. Nova Fronteira), você diz que escreveu para uma mulher ageless (em tradução livre seria uma mulher sem idade). Quem é essa mulher?
Danuza: É mais ou menos assim: a mulher tem três fases. Na primeira é gatinha, uma garota. Na segunda tem mais liberdade e sabe que muita coisa ainda pode acontecer na sua vida, inclusive o amor. E na última ela desiste disso tudo. A mulher da segunda etapa é a mulher ageless. Você não a define nem como uma gatinha nem como uma senhora. Tudo pode acontecer com ela. É a mulher que vai ao jornaleiro e ele a chama de “você”, e não de “senhora” independente da idade que ela tenha.

iG: E em matéria de amor, como está a sua vida?
Danuza: Parei de procurar. Na verdade eu vejo hoje em dia que eu ia a festas para procurar um namorado. Se não for por isso, aliás, para que ir a uma festa? E é uma perda de tempo, até porque você não vai arrumar ninguém indo às mesmas festas, sempre com as mesmas pessoas. Mas acho muito difícil que o amor aconteça na minha vida.

iG: A autoestima melhora quando se está na fase ageless? 
Danuza: Só posso dizer por mim. Acho que está um pouco melhor. Antigamente eu era um pouco tonta. Queria aparecer. Colocava o vestido mais lindo que tinha e ia para uma festa disposta a arrasar. Não vivo mais para isso. Estou mais feliz. Vejo que não é importante, não traz felicidade. Aliás, há muito tempo não vou a festas e pretendo continuar assim. Só vou eventualmente quando tem a ver com meu trabalho. Não vou a jantares também. Quero sair com amigos, às vezes, sentar, dar risada e falar o que passar pela cabeça.

iG: Ser ageless é ter mais liberdade, menos amarras?
Danuza: Falo só por mim e eu nunca tive muitas amarras, sempre fui livre.

iG: Nos últimos anos o que mudou nos seus cuidados consigo mesma?
Danuza: Eu cuido razoavelmente bem da minha saúde. Saio para andar e faço pilates todo dia. Não entro nessa coisa de vitaminas radicais. Já dei uma espichada na minha cara, mas agora chega. Evidentemente se surgir alguma coisa milagrosa, claro que posso mudar de ideia. Não estou morta.

iG: Tem medo da velhice ou da morte?
Danuza: Que velhice? (risos).

iG: No livro, você fala sobre simplificar algumas coisas na vida cotidiana. Que atitudes tornaram a sua vida mais simples?
Danuza: Começou por acaso. Um amigo me disse: “Danuza, você tem carro ainda?”. Eu, claro, respondi que não tinha como ficar sem carro. Tinha carro desde que me entendia por gente. Mas tomei coragem e vendi o carro. E foi a melhor coisa que fiz nos últimos anos. Só tive alegrias. Sabe todas as coisas péssimas que o carro traz? De repente eu não tinha mais nada disso. Eu costumava pegar o carro para andar três quarteirões. Era um vício. E aí toda a história de simplificar começou a vir pouco a pouco. Eu morava em um apartamento maior e tinha muito lugar para as coisas. Comprava e tinha onde guardar, por isso não me desfazia de nada. Um dia resolvi me mudar para um lugar menor, onde não cabia nada. Vi que precisava começar a ter menos coisas.

iG: Desfazer-se das coisas que acompanhavam você foi uma decisão fácil?
Danuza: Foi difícil, mas eu não usava aquelas coisas. Eu tinha um monte de roupa que não usava ou porque não estavam mais na moda ou porque meu corpo tinha mudado. Não que eu tivesse engordado, mas o corpo vai mudando. Pode ser que eu emagreça ou que a moda volte, a gente pensa. E isso não só não aconteceu, como não iria acontecer nunca. Comecei a tirar tudo da minha vida e vejo que agora isso se tornou quase uma mania. Recentemente fui para São Paulo e levei uma sacola para minha neta, Rita, cheia de coisas legais que ainda me serviam. Mas eu não preciso daquelas coisas. Você tem que saber que tipo de vida leva. Teve um tempo que eu saía muito, mas agora eu saio muito pouco. Não preciso de tantas roupas. As necessidades mudam e você muda junto com elas.

iG: E coisas que não são materiais? Você também se desfez de alguns hábitos?
Danuza: É tão banal e tão simples o que vou dizer: não quero mais perder tempo na minha vida. Só quero fazer o que eu gosto. Só quero me dar com pessoas que me entendem muito, que quando eu disser algum absurdo vão dar risada. Não quero explicar mais nada na minha vida. A receita é simples: você guarda os amigos que te entendem perfeitamente, esses são poucos, e os outros amigos você deixa para ver uma vez a cada seis meses. Isso eu fiz.

iG: Seu trabalho acompanhou essa fase ‘simplificar’ da sua vida?
Danuza: Eu acho que sim. Comecei levando muito na brincadeira. Mas me vejo mais madura nas coisas que digo, menos superficial. Talvez eu até fosse mais divertida no início. Nunca nenhum elogio de quando eu saia com um vestido maravilhoso me deu tanto prazer quanto eu tenho hoje quando alguém lê algo meu e diz que gostou muito.

sábado, 31 de dezembro de 2011

FELIZ LIVRO NOVO !!!

Quando 2011 começou, ele era todo seu.
Foi colocado em suas mãos.
Você podia fazer dele o que quisesse...
Era como um Livro em Branco, e nele você podia colocar:
um poema, um pesadelo, uma blasfêmia, uma oração.
Podia...
Hoje não pode mais; já não é seu.
É um livro já escrito. Concluído.
Como um livro que tivesse sido escrito por você,
ele um dia lhe será lido, com todos os detalhes,
e você não poderá corrigi-lo.
Estará fora de seu alcance.
Portanto, antes que 2011 termine, reflita,
tome seu velho livro e o folheie com cuidado.
Deixe passar cada uma das páginas pelas mãos
e pela consciência; faça o exercício de ler a você mesmo.
Leia tudo...
Aprecie aquelas páginas de sua vida em que você usou
seu melhor estilo.
Leia também as páginas que gostaria de nunca ter escrito.
Não, não tente arrancá-las.
Seria inútil. Já estão escritas.
Mas você pode lê-las enquanto escreve o novo livro
que lhe será entregue.
Assim, poderá repetir as boas coisas que escreveu,
e evitar repetir as ruins.
Para escrever o seu novo livro, você contará novamente
com o instrumento do livre arbítrio, e terá, para preencher,
toda a imensa superfície do seu mundo.
Se tiver vontade de beijar seu velho livro, beije-o.
Se tiver vontade de chorar, chore sobre ele e, a seguir,
coloque-o nas mãos do Criador.
Não importa como esteja...
Ainda que tenha páginas negras, entregue
e diga apenas duas palavras:
Obrigado e Perdão!!!
E, quando 2012 chegar, lhe será entregue outro livro,
novo, limpo, branco todo seu,
no qual você irá escrever o que desejar...
FELIZ LIVRO NOVO !!!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Minha mensagem de "Fim de Ano"!

Meus querida(o)s amiga(o)s do Bloguesa,


A semana vai passar rapidinho e já, já - mais precisamente domingo -  é NATAL!
Mais um Natal! ... A gente sempre se surpreende: o ano passa ligeiro e o Natal dá aquela mexida total nos nossos afazeres, compromissos, nos pensamentos e deveres - SERÁ QUE FIZEMOS TUDO MESMO? 
Queria tanto fazer algo bem diferente para cada um de vocês, até porque escrevendo esta pequena mensagem estou vendo o rostinho de cada um, e cada um é tão diferente, tão especial!
Mas sei que além da semana passar rapidinho, se eu ficar adiando e tentando imaginar "ALGO INCRÍVEL E ÚNICO" para escrever, vou acabar enviando de última hora uma dessas mensagens lindas que a gente recebe e aí encaminha, só assinando embaixo e PRONTO! MISSÃO CUMPRIDA!!! 
Não, não é isso que quero neste final de 2011 não. Sei lá, esse ano mexeu muito com minhas emoções e foi um ano que me permitiu definir muita coisa na minha vida; definições que são PARA SEMPRE, não sei se me entendem... Algo do tipo:
VOU DIZER NÃO quando tiver que dizer! Vou SER FELIZ PARA MIM , assim sendo serei feliz para quem gostar de mim também! Não vou a lugar algum para agradar quem quer que seja, VOU SE EU QUISER E SE FOR IMPORTANTE PARA MIM! Vou dedicar grande parte do meu tempo A TODOS QUE EU AMO DE VERDADE - FAMÍLIA, FILHOS, AMIGOS - da forma que eu acho que deve ser, INTENSAMENTE, porque nisso está grande parte da minha ESSÊNCIA E FELICIDADE! E mais um montão de coisas...
E é por isso que estou aqui tentando escrever ALGO ESPECIAL DE NATAL PARA OS MEUS AMIGOS E AMIGAS DE VERDADE, RAZÃO DE MINHA FELICIDADE!

Então, vamos lá: sabem aquela história da ÁRVORE DE AMIGOS?
Vocês fazem parte da minha árvore e tenham certeza, ela é linda e florida, é frondosa e produz uma sombra onde eu me refresco sempre que posso,e às vezes choro, mas minhas lágrimas servem para regá-la, porque são lágrimas de felicidade, de emoção, de doação, de comunhão, de troca, de fraternidade e de muita cumplicidade! Neste Natal, ela está tão naturalmente enfeitada por vocês, que nem precisou enfeitar muito mais não... Só enchi de pombinhas brancas da PAZ, e bem lá em cima coloquei UMA LINDA ESTRELINHA VERDE DA ESPERANÇA .
Não vou falar mais muita coisa não - eu sei que vcs me conhecem e eu sairia virando páginas e mais páginas virtuais, tamanha inspiração - ELA VEM DE VOCÊS!!!
Posso finalizar sim... bem simples assim: ... que as luzinhas coloridas, todos os presentes, os sinos da igrejinha, o Papai Noel ( sei que cada um espera o seu, bem lá no fundinho do coração), a alegria contagiante, o abraço forte à meia-noite, o presépio com o Menino-Jesus na manjedoura, enfim TODO O ENCANTAMENTO E A MAGIA DO NATAL estejam presentes não só na noite do renascimento do nosso MENINO JESUS, mas SEJAM UM SOPRO DE ESPERANÇA E FÉ A PERPETUAR EM TODOS OS DIAS DO NOVO ANO!

BOAS FESTAS, UM NATAL DE PAZ E UM LINDO 2012!

Que compartilhemos de muitas novidades e alegrias no próximo ano... 
Contem sempre comigo!
Beijo no coração,

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

"Sexta de Mulher pra Mulher..."

No site "Tempo de Mulher" da Ana Paula Padrão (colunista que prezo muito pelo profissionalismo) encontrei uma boa abordagem sobre o último livro da fantástica, na minha opinião, Danuza Leão.
A Revista Cláudia deste mês também trouxe uma entrevista com a autora, na íntegra, sobre o mesmo - muito interessante! Por uma vida mais simples - é esse o objetivo da Danuza ao estimular o "desapego" neste novo livro, que não vejo a hora de ler, e que com certeza dá a fórmula de "como se livrar dos vários compromissos impostos pela sociedade à mulher". 
Taí uma ótima dica para um presentinho de Natal!!!

A Vida Como Ela Deveria Ser
Em novo livro, Danuza Leão nos ensina a viver sem complicação
                                                                                                            Beatriz Alessi
                                                                                                                 3/12/2011


É sempre bom ter em mãos um livro de Danuza Leão. Já era bom quando ela falava de nossas obrigações em sociedade. Agora, que ela fala das desobrigações, é melhor ainda. É tudo tão simples, seu oitavo livro, mostra que a vida pode, sim, ser descomplicada. 

Ex-modelo em Paris, ex-colunista social, ex-hostess de boate, Danuza, aos 78 anos, tem autoridade para nos dizer o que é supérfluo. Vinte anos depois de Na Sala com Danuza, best-seller que a lançou como escritora, ela admite que mudou. Deu adeus aos saltos altíssimos, reduziu o guarda-roupa a poucas peças, abandonou o carro, se livrou da prataria inútil e vive leve e solta de frente para o mar de Ipanema. Mas de algumas coisas não abre mão, como viajar todo ano para Paris com a mala Louis Vuitton encapada de marrom, pra não sair por aí exibindo grife. E de classe executiva. "Não viajo em classe econômica, é um problema de direitos humanos, depois dos 45" - escreve ela. 

O que Danuza nos ensina é desapego. "Não perca seu tempo comprando (ou guardando) aquele vestido porque um dia vai emagrecer. Sabe quando isso vai acontecer? Provavelmente nunca, e a cada vez que olhar para aquela roupa de quando era um palito vai cair em profunda depressão". (Tenho um desses guardado que me serve como parâmetro. Vai que um dia eu consiga voltar ao que era!)

Danuza confessa que não faz parte da turma moderna. Não tem celular, não tem smartphone, não está nas redes sociais. Mas aconselha: "Dizer que não entende nada de redes sociais ou de engenhocas como iPad e iPod, que tem horror a todas essas tecnologias, não dá. Se você parou no tempo, fique muda, não confesse, jamais; eu parei mas não conto para ninguém". 

A franqueza de Danuza é fascinante! Ela revela que não hospeda ninguém ("só em caso de calamidade pública"), não vai a confraternizações familiares, não celebra o Natal, não permite que os netos a chamem de avó e não gosta de socializar. "Se puder, vá passar 15 dias em Paris sozinha e só conte na véspera, para que nenhuma amiga resolva ir também".

Não é deliciosamente libertador viver assim? Sem obrigações e sem se violentar em nome das regras e dos bons costumes? Esse despojamento costuma vir com a maturidade. Vamos, aos poucos, percebendo que a vida é muito mais interessante quando somos fiéis a nós mesmos e às nossas vontades. 

É claro que a busca da simplicidade não é necessariamente simples. Mas não custa tentar. Danuza diz que "a vida é bem mais confortável sem mentir"! E mais divertida também. É a vida como ela deveria ser.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Livros que são puro Romance... Delícia!!!

Que delícia curtir as tardes chuvosas de dezembro lendo um romance.
Se tiver um chocolate quente ou um chazinho para bebericar, ou uma pipoquinha para beliscar então… hummmm.
Um Dia, Vinte Anos, Duas Pessoas
Quem nunca sonhou um futuro e se esqueceu das promessas quando elas viraram presente? EmUm Dia, Vinte Anos, Duas Pessoas, dois jovens passam uma noite juntos, sabendo que, no dia seguinte, cada um seguirá seu rumo. Eles acabaram de se formar na faculdade. Só que vinte anos se passam e os dois não conseguem apagar o que sentem.

Ler, Viver e Amar
Ok, o título não é lá muito original, mas a história da mulher que se separa pela segunda vez é tocante. Dora decide trocar os homens pelos livros e os bons vinhos. Durante uma de suas idas à livraria, ela encontra aquele que parece ter nascido para ela: inteligente, bom de papo, gentil e formado em Literatura. As certezas dela balançam quando o ex tenta reatar o relacionamento.



Um Amor Para Recordar
Landon é um jovem irresponsável. Jamie é uma garota certinha, mas cheia de atitude. O amor improvável entre os dois acontece, mas ela está gravemente doente. Separe o lencinho antes de ler este livro de Nicholas Sparks.



Família
Autora de vários bestsellers, Barbara Delinsky conta em Família a saga de Dana e Hugh, membros de uma comunidade conservadora branca dos EUA. Quando o primeiro filho deles nasce negro, ele fica cheio de dúvidas e ela começa a procurar as origens de sua família.

 William & Kate – Uma História de Amor Real
Quer mais paixão do que a história real do príncipe William e da duquesa Kate Middleton?




Espero que gostem das sugestões! Ah, em tempos de "nada que fazer", não saia torrando seu rico e suado dinheirinho - décimo terceiro salário é pro IPVA, Seguro do carro, etc - ler é o melhor remédio!  Deliciem-se!!!
Beijocas, Cau.



sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Contos meus...

DEZEMBRO

Dezembro possui  um aroma almiscarado
de saudade com esperança.
Dezembro é aquele que não se define, é passagem,
é princípio e fim ao mesmo tempo -
o ano corrente se despede enquanto
o ano novo vai chegando venturoso e repleto de possibilidades.

Dezembro é sempre mágico, tem fundo musical especial,
é o encontro ímpar de passado e futuro,
é a hora da reflexão e dos desejos,
de enxugar as lágrimas do que não volta mais,
de dar o grande sorriso de expectativa.

Dezembro é Natal, é renascimento, momento da redenção,
da Fé, do perdão;
de lembrar dos esquecidos, do Cristo,
dos desesperados,
de enxergar além do próprio umbigo.

Dezembro é exceção, mas deveria ser rotina,
é exemplo que deveria ser seguido o ano inteirinho.
É o mês de sermos mais humanos e mais sensíveis.
Dezembro é o mês em que nos tornamos melhores,
seja para compensarmos o que não fomos o ano todo,
seja para começarmos a mudar para o ano que chega.

Dezembro é festa, é esperança:
pedidos escritos a lápis em papéis
virgens e raramente lembrados depois,
flores jogadas ao mar com refluxo
ansiosamente aguardado
e crenças repentinas e fugazes
que geralmente se dissipam com a
fumaça dos fogos no reveillon.

É promessa de mudança, é chama acesa!
É tempo de saudade dos que não estão
mais conosco e abrilhantavam nossos
dias ou mesmo eram a razão principal deles.

É hora de repensar os erros e não mais cometê-los, 
é o momento de repassar os acertos e aprimorá-los.

Dezembro é o prelúdio do futuro,
é a chave do recomeço,
é a estação final do passado,
a conexão com o futuro,
Dezembro é extremo,é decisivo,
é palco de todas as recordações,
é mais um álbum que se fecha.

Dezembro é quando eu me
lembro mais da minha impermanência
e de que sou só um grão de areia
oscilando ao sabor das dunas intermitentes
do destino que nunca cansam de se modificar.

Dezembro deveria ser “dozembro”, já que o ano tem doze meses,
mas ainda assim é DEZ, e é um ótimo mês para nascer, casar, celebrar, viver...!!!

um feliz e abençoado dezembro para você!