segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Segunda de Saudades...

A idade de ser Feliz

Existe somente uma idade para a gente ser feliz.
Somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-los, a despeito de todas as dificuldade e obstáculos.
Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer.
Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores.
Tempo de entusiasmo e coragem em que todo desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo novo, de novo e de novo, e quantas vezes for preciso.
Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE, também conhecida como AGORA ou JÁ e tem a duração do instante que passa...  
                                                                                                                                                       Mário Quintana

Sejam sempre felizes meus queridos!!! Beijos e saudades!
Cau  Fagundes
PS: É que ando estudando muito e pra valer!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

“BBB”: VEJAM COM QUE CLASSE O VERÍSSIMO “DESCASCOU ESSE ABACAXI”!

E A GLOBO AINDA TEM A CORAGEM DE IMPINGIR ESSE “LIXO” SEMPRE ANTES  DAS MINI-SÉRIES, SUAS PRODUÇÕES “UM POUCO MAIS CAPRICHADAS” E QUE  ACABAM SENDO EXIBIDAS LÁ PELA UMA DA MADRUGADA... SÓ PODE SER DE GOZAÇÃO! DESCULPEM-ME OS QUE GOSTAM, MAS, ENDOSSANDO O TEXTO DO VERÍSSIMO, FICA AQUI MINHA INDIGNAÇÃO!

 Luis Fernando Veríssimo 
É cronista e escritor brasileiro
  “Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A nova edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB  é a pura e suprema banalização do sexo. 
Impossível assistir ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros...todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterossexuais. O BBB  é a realidade em busca do IBOPE.
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB . Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis? Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores) , carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados.
Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo dia.
Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna. Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, Ongs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns).
Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!
 Veja o que está por de tra$$$$$$$$$ $$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores)
Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema...., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , ·visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade."

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012


 Lya Luft  

 Mês passado participei de um evento sobre as mulheres no mundo contemporâneo . Era um bate-papo com uma plateia composta de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades.  E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi. 
 Foi um momento inesquecível... 
A plateia inteira fez um 'oooohhhh' de descrédito. 
Aí fiquei pensando: 'estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho? Onde é que nós estamos?'

Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado 'juventude eterna'. Estão todos em busca da reversão do tempo.
Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas. 
Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas mesmo em idade avançada.
 A fonte da juventude chama-se "mudança".
 De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora. 
A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas. 
Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos. 
Mudança, o que vem a ser tal coisa?
Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho. 
Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu.
Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos. 
Rejuvenesceu.
Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol. 

Rejuvenesceu.
Toda mudança cobra um alto preço emocional...

Antes de se tomar uma decisão difícil e,  durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza. 
 Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face.
Mudanças fazem milagres por nossos olhos e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna. 
 Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho. 
 Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.
Olhe-se no espelho...

Lya Luft - (Escritora e Tradutora) 

domingo, 8 de janeiro de 2012

Danuza Leão e a mulher ageless.

Escritora dá entrevista exclusiva para o iG e fala sobre simplicidade, autoestima, amor e seu novo livro: “É Tudo tão Simples”.
                                                                                        Danielle Nordi, iG São Paulo 07/01/2012
"Saio para andar e faço pilates todo dia. Não entro nessa coisa de vitaminas radicais. Já dei uma espichada na minha cara, mas agora chega."

Ela frequentava as melhores festas do Rio de Janeiro, conheceu personalidades nacionais e internacionais e presenciou o início da bossa nova no seu apartamento, junto com a irmã Nara Leão. Mas toda essa badalação ficou no passado da escritora Danuza Leão. “Na verdade, eu vejo hoje em dia que ia a festas para procurar um namorado. Aliás, se não for por isso, para que ir a uma festa?”, confessa, bem-humorada.
Atualmente bastante reclusa em sua casa, Danuza leva uma vida mais simples. Em entrevista ao iG, ela conta que simplificar sua rotina tornou-a uma mulher mais feliz. “Antigamente eu era um pouco tonta. Queria aparecer. Colocava o vestido mais lindo que tinha e ia para uma festa disposta a arrasar. Não vivo mais para isso. Estou mais feliz.” Leia a seguir a entrevista exclusiva com a escritora. 
iG: No seu livro mais recente, “É Tudo Tão Simples” (Ed. Nova Fronteira), você diz que escreveu para uma mulher ageless (em tradução livre seria uma mulher sem idade). Quem é essa mulher?
Danuza: É mais ou menos assim: a mulher tem três fases. Na primeira é gatinha, uma garota. Na segunda tem mais liberdade e sabe que muita coisa ainda pode acontecer na sua vida, inclusive o amor. E na última ela desiste disso tudo. A mulher da segunda etapa é a mulher ageless. Você não a define nem como uma gatinha nem como uma senhora. Tudo pode acontecer com ela. É a mulher que vai ao jornaleiro e ele a chama de “você”, e não de “senhora” independente da idade que ela tenha.

iG: E em matéria de amor, como está a sua vida?
Danuza: Parei de procurar. Na verdade eu vejo hoje em dia que eu ia a festas para procurar um namorado. Se não for por isso, aliás, para que ir a uma festa? E é uma perda de tempo, até porque você não vai arrumar ninguém indo às mesmas festas, sempre com as mesmas pessoas. Mas acho muito difícil que o amor aconteça na minha vida.

iG: A autoestima melhora quando se está na fase ageless? 
Danuza: Só posso dizer por mim. Acho que está um pouco melhor. Antigamente eu era um pouco tonta. Queria aparecer. Colocava o vestido mais lindo que tinha e ia para uma festa disposta a arrasar. Não vivo mais para isso. Estou mais feliz. Vejo que não é importante, não traz felicidade. Aliás, há muito tempo não vou a festas e pretendo continuar assim. Só vou eventualmente quando tem a ver com meu trabalho. Não vou a jantares também. Quero sair com amigos, às vezes, sentar, dar risada e falar o que passar pela cabeça.

iG: Ser ageless é ter mais liberdade, menos amarras?
Danuza: Falo só por mim e eu nunca tive muitas amarras, sempre fui livre.

iG: Nos últimos anos o que mudou nos seus cuidados consigo mesma?
Danuza: Eu cuido razoavelmente bem da minha saúde. Saio para andar e faço pilates todo dia. Não entro nessa coisa de vitaminas radicais. Já dei uma espichada na minha cara, mas agora chega. Evidentemente se surgir alguma coisa milagrosa, claro que posso mudar de ideia. Não estou morta.

iG: Tem medo da velhice ou da morte?
Danuza: Que velhice? (risos).

iG: No livro, você fala sobre simplificar algumas coisas na vida cotidiana. Que atitudes tornaram a sua vida mais simples?
Danuza: Começou por acaso. Um amigo me disse: “Danuza, você tem carro ainda?”. Eu, claro, respondi que não tinha como ficar sem carro. Tinha carro desde que me entendia por gente. Mas tomei coragem e vendi o carro. E foi a melhor coisa que fiz nos últimos anos. Só tive alegrias. Sabe todas as coisas péssimas que o carro traz? De repente eu não tinha mais nada disso. Eu costumava pegar o carro para andar três quarteirões. Era um vício. E aí toda a história de simplificar começou a vir pouco a pouco. Eu morava em um apartamento maior e tinha muito lugar para as coisas. Comprava e tinha onde guardar, por isso não me desfazia de nada. Um dia resolvi me mudar para um lugar menor, onde não cabia nada. Vi que precisava começar a ter menos coisas.

iG: Desfazer-se das coisas que acompanhavam você foi uma decisão fácil?
Danuza: Foi difícil, mas eu não usava aquelas coisas. Eu tinha um monte de roupa que não usava ou porque não estavam mais na moda ou porque meu corpo tinha mudado. Não que eu tivesse engordado, mas o corpo vai mudando. Pode ser que eu emagreça ou que a moda volte, a gente pensa. E isso não só não aconteceu, como não iria acontecer nunca. Comecei a tirar tudo da minha vida e vejo que agora isso se tornou quase uma mania. Recentemente fui para São Paulo e levei uma sacola para minha neta, Rita, cheia de coisas legais que ainda me serviam. Mas eu não preciso daquelas coisas. Você tem que saber que tipo de vida leva. Teve um tempo que eu saía muito, mas agora eu saio muito pouco. Não preciso de tantas roupas. As necessidades mudam e você muda junto com elas.

iG: E coisas que não são materiais? Você também se desfez de alguns hábitos?
Danuza: É tão banal e tão simples o que vou dizer: não quero mais perder tempo na minha vida. Só quero fazer o que eu gosto. Só quero me dar com pessoas que me entendem muito, que quando eu disser algum absurdo vão dar risada. Não quero explicar mais nada na minha vida. A receita é simples: você guarda os amigos que te entendem perfeitamente, esses são poucos, e os outros amigos você deixa para ver uma vez a cada seis meses. Isso eu fiz.

iG: Seu trabalho acompanhou essa fase ‘simplificar’ da sua vida?
Danuza: Eu acho que sim. Comecei levando muito na brincadeira. Mas me vejo mais madura nas coisas que digo, menos superficial. Talvez eu até fosse mais divertida no início. Nunca nenhum elogio de quando eu saia com um vestido maravilhoso me deu tanto prazer quanto eu tenho hoje quando alguém lê algo meu e diz que gostou muito.

sábado, 31 de dezembro de 2011

FELIZ LIVRO NOVO !!!

Quando 2011 começou, ele era todo seu.
Foi colocado em suas mãos.
Você podia fazer dele o que quisesse...
Era como um Livro em Branco, e nele você podia colocar:
um poema, um pesadelo, uma blasfêmia, uma oração.
Podia...
Hoje não pode mais; já não é seu.
É um livro já escrito. Concluído.
Como um livro que tivesse sido escrito por você,
ele um dia lhe será lido, com todos os detalhes,
e você não poderá corrigi-lo.
Estará fora de seu alcance.
Portanto, antes que 2011 termine, reflita,
tome seu velho livro e o folheie com cuidado.
Deixe passar cada uma das páginas pelas mãos
e pela consciência; faça o exercício de ler a você mesmo.
Leia tudo...
Aprecie aquelas páginas de sua vida em que você usou
seu melhor estilo.
Leia também as páginas que gostaria de nunca ter escrito.
Não, não tente arrancá-las.
Seria inútil. Já estão escritas.
Mas você pode lê-las enquanto escreve o novo livro
que lhe será entregue.
Assim, poderá repetir as boas coisas que escreveu,
e evitar repetir as ruins.
Para escrever o seu novo livro, você contará novamente
com o instrumento do livre arbítrio, e terá, para preencher,
toda a imensa superfície do seu mundo.
Se tiver vontade de beijar seu velho livro, beije-o.
Se tiver vontade de chorar, chore sobre ele e, a seguir,
coloque-o nas mãos do Criador.
Não importa como esteja...
Ainda que tenha páginas negras, entregue
e diga apenas duas palavras:
Obrigado e Perdão!!!
E, quando 2012 chegar, lhe será entregue outro livro,
novo, limpo, branco todo seu,
no qual você irá escrever o que desejar...
FELIZ LIVRO NOVO !!!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Minha mensagem de "Fim de Ano"!

Meus querida(o)s amiga(o)s do Bloguesa,


A semana vai passar rapidinho e já, já - mais precisamente domingo -  é NATAL!
Mais um Natal! ... A gente sempre se surpreende: o ano passa ligeiro e o Natal dá aquela mexida total nos nossos afazeres, compromissos, nos pensamentos e deveres - SERÁ QUE FIZEMOS TUDO MESMO? 
Queria tanto fazer algo bem diferente para cada um de vocês, até porque escrevendo esta pequena mensagem estou vendo o rostinho de cada um, e cada um é tão diferente, tão especial!
Mas sei que além da semana passar rapidinho, se eu ficar adiando e tentando imaginar "ALGO INCRÍVEL E ÚNICO" para escrever, vou acabar enviando de última hora uma dessas mensagens lindas que a gente recebe e aí encaminha, só assinando embaixo e PRONTO! MISSÃO CUMPRIDA!!! 
Não, não é isso que quero neste final de 2011 não. Sei lá, esse ano mexeu muito com minhas emoções e foi um ano que me permitiu definir muita coisa na minha vida; definições que são PARA SEMPRE, não sei se me entendem... Algo do tipo:
VOU DIZER NÃO quando tiver que dizer! Vou SER FELIZ PARA MIM , assim sendo serei feliz para quem gostar de mim também! Não vou a lugar algum para agradar quem quer que seja, VOU SE EU QUISER E SE FOR IMPORTANTE PARA MIM! Vou dedicar grande parte do meu tempo A TODOS QUE EU AMO DE VERDADE - FAMÍLIA, FILHOS, AMIGOS - da forma que eu acho que deve ser, INTENSAMENTE, porque nisso está grande parte da minha ESSÊNCIA E FELICIDADE! E mais um montão de coisas...
E é por isso que estou aqui tentando escrever ALGO ESPECIAL DE NATAL PARA OS MEUS AMIGOS E AMIGAS DE VERDADE, RAZÃO DE MINHA FELICIDADE!

Então, vamos lá: sabem aquela história da ÁRVORE DE AMIGOS?
Vocês fazem parte da minha árvore e tenham certeza, ela é linda e florida, é frondosa e produz uma sombra onde eu me refresco sempre que posso,e às vezes choro, mas minhas lágrimas servem para regá-la, porque são lágrimas de felicidade, de emoção, de doação, de comunhão, de troca, de fraternidade e de muita cumplicidade! Neste Natal, ela está tão naturalmente enfeitada por vocês, que nem precisou enfeitar muito mais não... Só enchi de pombinhas brancas da PAZ, e bem lá em cima coloquei UMA LINDA ESTRELINHA VERDE DA ESPERANÇA .
Não vou falar mais muita coisa não - eu sei que vcs me conhecem e eu sairia virando páginas e mais páginas virtuais, tamanha inspiração - ELA VEM DE VOCÊS!!!
Posso finalizar sim... bem simples assim: ... que as luzinhas coloridas, todos os presentes, os sinos da igrejinha, o Papai Noel ( sei que cada um espera o seu, bem lá no fundinho do coração), a alegria contagiante, o abraço forte à meia-noite, o presépio com o Menino-Jesus na manjedoura, enfim TODO O ENCANTAMENTO E A MAGIA DO NATAL estejam presentes não só na noite do renascimento do nosso MENINO JESUS, mas SEJAM UM SOPRO DE ESPERANÇA E FÉ A PERPETUAR EM TODOS OS DIAS DO NOVO ANO!

BOAS FESTAS, UM NATAL DE PAZ E UM LINDO 2012!

Que compartilhemos de muitas novidades e alegrias no próximo ano... 
Contem sempre comigo!
Beijo no coração,

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

"Sexta de Mulher pra Mulher..."

No site "Tempo de Mulher" da Ana Paula Padrão (colunista que prezo muito pelo profissionalismo) encontrei uma boa abordagem sobre o último livro da fantástica, na minha opinião, Danuza Leão.
A Revista Cláudia deste mês também trouxe uma entrevista com a autora, na íntegra, sobre o mesmo - muito interessante! Por uma vida mais simples - é esse o objetivo da Danuza ao estimular o "desapego" neste novo livro, que não vejo a hora de ler, e que com certeza dá a fórmula de "como se livrar dos vários compromissos impostos pela sociedade à mulher". 
Taí uma ótima dica para um presentinho de Natal!!!

A Vida Como Ela Deveria Ser
Em novo livro, Danuza Leão nos ensina a viver sem complicação
                                                                                                            Beatriz Alessi
                                                                                                                 3/12/2011


É sempre bom ter em mãos um livro de Danuza Leão. Já era bom quando ela falava de nossas obrigações em sociedade. Agora, que ela fala das desobrigações, é melhor ainda. É tudo tão simples, seu oitavo livro, mostra que a vida pode, sim, ser descomplicada. 

Ex-modelo em Paris, ex-colunista social, ex-hostess de boate, Danuza, aos 78 anos, tem autoridade para nos dizer o que é supérfluo. Vinte anos depois de Na Sala com Danuza, best-seller que a lançou como escritora, ela admite que mudou. Deu adeus aos saltos altíssimos, reduziu o guarda-roupa a poucas peças, abandonou o carro, se livrou da prataria inútil e vive leve e solta de frente para o mar de Ipanema. Mas de algumas coisas não abre mão, como viajar todo ano para Paris com a mala Louis Vuitton encapada de marrom, pra não sair por aí exibindo grife. E de classe executiva. "Não viajo em classe econômica, é um problema de direitos humanos, depois dos 45" - escreve ela. 

O que Danuza nos ensina é desapego. "Não perca seu tempo comprando (ou guardando) aquele vestido porque um dia vai emagrecer. Sabe quando isso vai acontecer? Provavelmente nunca, e a cada vez que olhar para aquela roupa de quando era um palito vai cair em profunda depressão". (Tenho um desses guardado que me serve como parâmetro. Vai que um dia eu consiga voltar ao que era!)

Danuza confessa que não faz parte da turma moderna. Não tem celular, não tem smartphone, não está nas redes sociais. Mas aconselha: "Dizer que não entende nada de redes sociais ou de engenhocas como iPad e iPod, que tem horror a todas essas tecnologias, não dá. Se você parou no tempo, fique muda, não confesse, jamais; eu parei mas não conto para ninguém". 

A franqueza de Danuza é fascinante! Ela revela que não hospeda ninguém ("só em caso de calamidade pública"), não vai a confraternizações familiares, não celebra o Natal, não permite que os netos a chamem de avó e não gosta de socializar. "Se puder, vá passar 15 dias em Paris sozinha e só conte na véspera, para que nenhuma amiga resolva ir também".

Não é deliciosamente libertador viver assim? Sem obrigações e sem se violentar em nome das regras e dos bons costumes? Esse despojamento costuma vir com a maturidade. Vamos, aos poucos, percebendo que a vida é muito mais interessante quando somos fiéis a nós mesmos e às nossas vontades. 

É claro que a busca da simplicidade não é necessariamente simples. Mas não custa tentar. Danuza diz que "a vida é bem mais confortável sem mentir"! E mais divertida também. É a vida como ela deveria ser.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Livros que são puro Romance... Delícia!!!

Que delícia curtir as tardes chuvosas de dezembro lendo um romance.
Se tiver um chocolate quente ou um chazinho para bebericar, ou uma pipoquinha para beliscar então… hummmm.
Um Dia, Vinte Anos, Duas Pessoas
Quem nunca sonhou um futuro e se esqueceu das promessas quando elas viraram presente? EmUm Dia, Vinte Anos, Duas Pessoas, dois jovens passam uma noite juntos, sabendo que, no dia seguinte, cada um seguirá seu rumo. Eles acabaram de se formar na faculdade. Só que vinte anos se passam e os dois não conseguem apagar o que sentem.

Ler, Viver e Amar
Ok, o título não é lá muito original, mas a história da mulher que se separa pela segunda vez é tocante. Dora decide trocar os homens pelos livros e os bons vinhos. Durante uma de suas idas à livraria, ela encontra aquele que parece ter nascido para ela: inteligente, bom de papo, gentil e formado em Literatura. As certezas dela balançam quando o ex tenta reatar o relacionamento.



Um Amor Para Recordar
Landon é um jovem irresponsável. Jamie é uma garota certinha, mas cheia de atitude. O amor improvável entre os dois acontece, mas ela está gravemente doente. Separe o lencinho antes de ler este livro de Nicholas Sparks.



Família
Autora de vários bestsellers, Barbara Delinsky conta em Família a saga de Dana e Hugh, membros de uma comunidade conservadora branca dos EUA. Quando o primeiro filho deles nasce negro, ele fica cheio de dúvidas e ela começa a procurar as origens de sua família.

 William & Kate – Uma História de Amor Real
Quer mais paixão do que a história real do príncipe William e da duquesa Kate Middleton?




Espero que gostem das sugestões! Ah, em tempos de "nada que fazer", não saia torrando seu rico e suado dinheirinho - décimo terceiro salário é pro IPVA, Seguro do carro, etc - ler é o melhor remédio!  Deliciem-se!!!
Beijocas, Cau.



sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Contos meus...

DEZEMBRO

Dezembro possui  um aroma almiscarado
de saudade com esperança.
Dezembro é aquele que não se define, é passagem,
é princípio e fim ao mesmo tempo -
o ano corrente se despede enquanto
o ano novo vai chegando venturoso e repleto de possibilidades.

Dezembro é sempre mágico, tem fundo musical especial,
é o encontro ímpar de passado e futuro,
é a hora da reflexão e dos desejos,
de enxugar as lágrimas do que não volta mais,
de dar o grande sorriso de expectativa.

Dezembro é Natal, é renascimento, momento da redenção,
da Fé, do perdão;
de lembrar dos esquecidos, do Cristo,
dos desesperados,
de enxergar além do próprio umbigo.

Dezembro é exceção, mas deveria ser rotina,
é exemplo que deveria ser seguido o ano inteirinho.
É o mês de sermos mais humanos e mais sensíveis.
Dezembro é o mês em que nos tornamos melhores,
seja para compensarmos o que não fomos o ano todo,
seja para começarmos a mudar para o ano que chega.

Dezembro é festa, é esperança:
pedidos escritos a lápis em papéis
virgens e raramente lembrados depois,
flores jogadas ao mar com refluxo
ansiosamente aguardado
e crenças repentinas e fugazes
que geralmente se dissipam com a
fumaça dos fogos no reveillon.

É promessa de mudança, é chama acesa!
É tempo de saudade dos que não estão
mais conosco e abrilhantavam nossos
dias ou mesmo eram a razão principal deles.

É hora de repensar os erros e não mais cometê-los, 
é o momento de repassar os acertos e aprimorá-los.

Dezembro é o prelúdio do futuro,
é a chave do recomeço,
é a estação final do passado,
a conexão com o futuro,
Dezembro é extremo,é decisivo,
é palco de todas as recordações,
é mais um álbum que se fecha.

Dezembro é quando eu me
lembro mais da minha impermanência
e de que sou só um grão de areia
oscilando ao sabor das dunas intermitentes
do destino que nunca cansam de se modificar.

Dezembro deveria ser “dozembro”, já que o ano tem doze meses,
mas ainda assim é DEZ, e é um ótimo mês para nascer, casar, celebrar, viver...!!!

um feliz e abençoado dezembro para você!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Mais um excelente texto de Martha Medeiros - Mulher Demais!

Depois de um bom tempo dizendo que eu era a mulher da vida dele, um belo dia eu recebo um e-mail dizendo: 'olha, não dá mais'. Tá certo que a gente tava quase se matando e que o namoro já tinha acabado mesmo, mas não se termina nenhuma história de amor (e eu ainda o amava muito) com um e-mail, não é mesmo? Liguei pra tentar conversar e terminar tudo decentemente e ele respondeu: ‘mas agora eu tô comendo um lanche com amigos'. Enfim, fiquei pra morrer algumas semanas até que decidi que precisava ser uma mulher melhor para ele. Quem sabe eu ficando mais bonita, mais equilibrada ou mais inteligente, ele não voltava pra mim? 

Foi assim que me matriculei simultaneamente numa academia de ginástica, num centro budista e em um curso de cinema. Nos meses que se seguiram eu me tornei dos seres mais malhados, calmos, espiritualizados e cinéfilos do planeta. E sabe o que aconteceu? Nada, absolutamente nada, ele continuou não lembrando que eu existia.

Aí achei que isso não podia ficar assim, de jeito nenhum; eu precisava ser ainda melhor pra ele, sim, ele tinha que voltar pra mim de qualquer jeito!

Pra isso, larguei de vez a propaganda, que eu não suportava mais, e resolvi me empenhar na carreira de escritora, participei de vários livros, terminei meu próprio livro, ganhei novas colunas em revistas, quintupliquei o número de leitores do meu site e nada aconteceu. Mas eu sou taurina com ascendente em áries, lua em gêmeos, filha única! Eu não desisto fácil assim de um amor, e então resolvi que tinha que ser uma super ultra mulher para ele, só assim ele voltaria pra mim.

Foi então que passei 35 dias na Europa, exclusivamente em minha companhia, conhecendo lugares geniais, controlando meu pânico em estar sozinha e longe de casa, me tornando mais culta e vivida. Voltei de viagem e tchan, tchan, tchan, tchan: nem sinal de vida.

Comecei um documentário com um grande amigo, aprendi a fazer strip, cortei meu cabelo 145 vezes, aumentei a terapia, li mais uns 30 livros, ajudei os pobres, rezei pra Santo Antonio umas 1.000 vezes, torrei no sol, fiz milhares de cursos de roteiro, astrologia e história, aprendi a nadar, me apaixonei por praia, comprei todas as roupas mais lindas de Paris. Como última cartada para ser a melhor mulher do planeta, eu resolvi ir morar sozinha. Aluguei um apartamento charmoso, decorei tudo brilhantemente, chamei amigos para a inauguração, servi bom vinho e comidinhas feitas, claro, por mim, que também finalmente aprendi a cozinhar. Resultado disso tudo: silêncio absoluto.

O tempo passou, eu continuei acordando e indo dormir todos os dias querendo ser mais feliz para ele, mais bonita para ele, mais mulher para ele.

Até que algo sensacional aconteceu...

Um belo dia eu acordei tão bonita, tão feliz, tão realizada, tão mulher, que eu acabei me tornando mulher DEMAIS para ele. Ele quem mesmo???

Martha Medeiros

sábado, 26 de novembro de 2011

Uma linda mensagem para o DOMINGO!

Quero agradecer muitíssimo a minha amiga Velma, que me enviou essa mensagem ESPECIAL - uma das mais lindas e impressionantes que já li na minha vida - e compartilhá-la com todas as amigas, mães como eu, que dariam não só a LUA, mas a VIDA por um filho! Tenham um domingo abençoado!!!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Texto de Sexta : o texto genial de uma SEXAGENÁRIA!

Texto de Regina de Castro Pompeu, terceira colocada no Prêmio Longevidade Bradesco de Jornalismo:
“De repente, 60!”
De forma despretensiosa, inscrevi um texto no concurso Prêmios Longevidade Bradesco, Histórias de Vida.
Estou chegando de São Paulo, onde fui participar da premiação.
Mandaram um motorista me buscar e me trazer e fiquei num super-hotel nos Jardins, acompanhada de meu príncipe consorte - rsrs.
Entre quase 200 concorrentes, conquistei o 3o lugar, com direito a troféu e diploma.
Mas, sinto como se tivesse recebido o Oscar, pois os primeiros colocados foram  jovens que trabalharam por alguns anos para escrever histórias que mereciam ser contadas.
Meu texto foi o único produzido pela própria protagonista.
O tema central era o realcionamento inter - geracional.
Quase caí da cadeira quando Nicete Bruno, jurada especial, me perguntou: "Você é a Regina? Queria muito conhecê-la. Adorei seu texto!" Tive, ainda, o privilégio de ser fotografada ao lado da convidada especial, Shirley MacLaine.
É muita emoção, que gostaria de compartilhar com vocês.
Abaixo, o texto premiado.
Beijos,
Regina.

De Repente 60!
Ao completar sessenta anos, lembrei do filme “De repente 30”, em que a adolescente, em seu aniversário, ansiosa por chegar logo à idade adulta, formula um desejo e se vê repentinamente com trinta anos, sem saber o que aconteceu nesse intervalo.
Meu sentimento é semelhante ao dela: perplexidade.
Pergunto a mim mesma: onde foram parar todos esses anos?
Ainda sou aquela menina assustada que entrou pela primeira vez na escola, aquela filha desesperada pela perda precoce da mãe; ainda sou aquela professorinha ingênua que enfrentou sua primeira turma, aquela virgem sonhadora que entrou na igreja, vestida de branco, para um casamento que durou tão pouco! Ainda sou aquela mãe aflita com a primeira febre do filho que hoje tem mais de trinta anos.
Acho que é por isso que engordei, para caber tanta gente é preciso espaço!
Passei batido pela tal crise dos trinta, pois estava ocupada demais lutando pela sobrevivência.
Os quarenta foram festejados com um baile, enquanto eu ansiava pela aposentadoria na carreira do magistério, que aconteceu quatro anos depois.
Os cinquenta me encontraram construindo uma nova vida, numa nova cidade, num novo posto de trabalho.
Agora, aos sessenta, me pergunto onde está a velhinha que eu esperava ser nesta idade e onde se escondeu a jovem que me olhava do espelho todas as manhãs.
Tive o privilégio de viver uma época de profundas e rápidas transformações em todas as áreas: de Elvis Presley e Sinatra a Michael Jackson, de Beatles e Rolling Stones a Madonna, de Chico e Caetano a Cazuza e Ana Carolina; dos anos de chumbo da ditadura militar às passeatas pelas diretas e impeachment do presidente a um novo país misto de decepções e esperanças; da invenção da pílula e liberação sexual ao bebê de proveta e o pesadelo da AIDS. Testemunhei a conquista dos cinco títulos mundiais do futebol brasileiro (e alguns vexames históricos).
Nasci no ano em que a televisão chegou ao Brasil, mas minha família só conseguiu comprar um aparelho usado dez anos depois e, por meio de suas transmissões, vi a chegada do homem à lua, a queda do muro de Berlim e algumas guerras modernas.
Passei por três reformas ortográficas e tive de aprender a nova linguagem do computador e da internet. Aprendi tanto que foi por meio desta que conheci, aos cinquenta e dois anos, meu companheiro com quem tenho, desde então, compartilhado as aventuras do viver.
Não me sinto diferente do que era há alguns anos, continuo tendo sonhos, projetos, faço minhas caminhadas matinais com meu cachorro Kaká, pratico ioga, me alimento e durmo bem (apesar das constantes visitas noturnas ao banheiro), gosto de cinema, música, leio muito, viajo para os lugares que um dia sonhei conhecer.
Por dois anos não exerci qualquer atividade profissional, mas voltei a orientar trabalhos acadêmicos e a ministrar algumas disciplinas em turmas de pós-graduação, o que me fez rejuvenescer em contato com os alunos, que têm se beneficiado de minha experiência e com quem tenho aprendido muito mais que ensinado.
Só agora comecei a precisar de óculos para perto (para longe eu uso há muitos anos) e não tinjo os cabelos, pois os brancos são tão poucos que nem se percebe (privilégio que herdei de meu pai, que só começou a ficar grisalho após os setenta anos).
Há marcas do tempo, claro, e não somente rugas e os quilos a mais, mas também cicatrizes, testemunhas de algumas aprendizagens: a do apêndice me traz recordações do aniversário de nove anos passado no hospital; a da cesárea marca minha iniciação como mãe e a mais recente, do câncer de mama (felizmente curado), me lembra diariamente que a vida nos traz surpresas nem sempre agradáveis e que não tenho tempo a perder.
A capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo diminuiu, lembro de coisas que aconteceram há mais de cinquenta anos e esqueço as panelas no fogo.
Aliás, a memória (ou sua falta) merece um capítulo à parte: constantemente procuro determinada palavra ou quero lembrar o nome de alguém e começa a brincadeira de esconde-esconde. Tento fórmulas mnemônicas, recito o alfabeto mentalmente e nada! De repente, quando a conversa já mudou de rumo ou o interlocutor já se foi, eis que surge o nome ou palavra, como que zombando de mim...
Mas, do que é que eu estava falando mesmo?
Ah, sim, dos meus sessenta.
Claro que existem vantagens: pagar meia-entrada (idosos, crianças e estudantes têm essa prerrogativa, talvez porque não são considerados pessoas inteiras), atendimento prioritário em filas exclusivas, sentar sem culpa nos bancos reservados do metrô e a TPM passou a significar “Tranquilidade Pós-Menopausa”.
Certamente o saldo é positivo, com muitas dúvidas e apenas uma certeza: tenho mais passado que futuro e vivo o presente intensamente, em minha nova condição de mulher muito sex...agenária!