terça-feira, 22 de novembro de 2011

Mais uma ótima dica de boa leitura!

'Nós, escritores, seremos eternos devedores da internet'
Edney Silvestre, jornalista e escritor, fala ao iG sobre seu novo livro, "A Felicidade É Fácil", e conta que já teve romances rejeitados
                                                                                      Guss de Lucca, iG São Paulo | 16/11/2011

Apaixonado por literatura, o jornalista Edney Silvestre teve contato com autores renomados - como os premiados com o Nobel José Saramago e Mario Vargas Llosa, e os imortais João Ubaldo Ribeiro e Lygia Fagundes Telles - ao apresentar o programa "Espaço Aberto Literatura", exibido na Globonews desde 2002.
Depois de décadas atuando na cobertura do universo literário, Edney debutou como autor em 2009, com o romance "Se Eu Fechar os Olhos Agora". O sucesso da estreia rendeu a ele o Prêmio São Paulo de Literatura na categoria autor estreante e o Prêmio Jabuti 2010 de Melhor Romance.
Ainda em 2010, o autor viu sua obra envolvida na polêmica que culminou na mudança de regras do Prêmio Jabuti, após a entrega do Livro do Ano para "Leite Derramado", de Chico Buarque - segundo colocado na categoria Melhor Romance em 2010.
Agora Edney lança "A Felicidade É Fácil", livro em que aborda o sequestro de uma criança ocorrido em plena era Collor. Em entrevista ao iG, o escritor e jornalista fala sobre a escolha do tema do novo trabalho, sua postura diante da polêmica do prêmio Jabuti e a certeza de não abandonar as redações pela vida de escritor.
O escritor e jornalista Edney Silvestre lança seu segundo romance, "A felicidade é fácil



iG: Seu primeiro livro de ficção, "Se Eu Fechar os Olhos Agora", foi lançado quando o sr. tinha 59 anos. Por que a demora em começar a carreira de escritor?
Edney Silvestre:
 "Se Eu Fechar os Olhos Agora" é meu primeiro romance publicado, mas não o primeiro romance que eu tinha escrito. Outros dois anteriores foram para o lixo, um rejeitado por um editor, outro que eu mesmo descartei. Descobri que estou em boa companhia, entre autores de estreia tardia: Cervantes, Joseph Conrad, Charles Bukowski, Henri-Pierre Roché, entre outros.


iG: Pretende escrever outros livros? Já existem ideias para os próximos trabalhos? 
Edney Silvestre:
 "Se Eu Fechar os Olhos Agora" é meu primeiro romance que chegou às livrarias. Mas não meu primeiro livro publicado. Antes dele saíram "Dias de Cachorro Louco" e "Outros Tempos"(pela Editora Record), "Contestadores" (Ed. Francis), além de "Milênio", "As Grandes Reportagens do Fantástico", "As Grandes Entrevistas de O Globo", volumes um e dois (Ed. Globo). No momento trabalho na construção de um novo romance e de um livro de contos.

iG: A ideia de "A Felicidade É Fácil" era antiga? De onde ela veio?
Edney Silvestre:
 "A Felicidade É Fácil" partiu de uma situação real, acontecida naqueles tempos que descrevo no romance: o sequestro, por engano, de uma criança, em São Paulo. Foram dois anos de trabalho contínuo, desde 2009, mas as pesquisas eu vinha fazendo desde 2002.

iG: Por que escolheu a era Collor para ambientar "A Felicidade É Fácil"? O sr. estava no Brasil naquela época?
Edney Silvestre:
 
Não só estava, como sofri - como outros milhões de brasileiros - o impacto da retenção do que eu tinha em conta bancária. Sempre quis escrever sobre aqueles tempos sombrios que, por outro lado, despertaram nos brasileiros a vontade de lutar por uma sociedade mais justa e mais honesta.

iG: Qual é a sua relação com os personagens da história? 
Edney Silvestre:
 A ficção é composta pelo que vimos, ouvimos, vivemos e imaginamos. É preciso uma boa dose de empatia para poder compor personagens que, muitas vezes, fazem e agem de forma que nós, autores, nunca faríamos. 


iG: Já pensou em largar o jornalismo e se dedicar exclusivamente à literatura?
Edney Silvestre:
 
Deus me livre. Se há um lugar em que me sinto bem é numa redação.



Nunca se leu tanto. Nunca se divulgou tanto literatura. Nós, escritores, seremos eternos devedores da internet.”

iG: Como o sr. avalia a experiência de mudar de lado: sair da posição do jornalista para a de escritor de ficção?
Edney Silvestre:
 Não mudei de lado. Nem pretendo.

iG: Como é a sua relação com a crítica? 
Edney Silvestre:
 Devo a um crítico, Manuel da Costa Pinto, a reviravolta da visão sobre meu trabalho. Se não fosse pelos elogios que ele fez a "Se Eu Fechar os Olhos Agora" no jornal Folha de S.Paulo, talvez meu primeiro romance nunca viesse a ser descoberto pelos leitores. E eu não estaria dando esta entrevista.

iG: O que o sr. acha dos prêmios de literatura? 
Edney Silvestre:
 A chancela de dois prêmios respeitados, como é o caso do Prêmio São Paulo de Literatura e do Prêmio Jabuti, sem dúvida chamaram a atenção do público leitor para "Se Eu Fechar os Olhos Agora".

iG: Como o sr. avalia hoje a polêmica envolvendo seu primeiro livro e "Leite Derramado", de Chico Buarque, no Prêmio Jabuti de 2010?
Edney Silvestre:
 Na época fiquei chocado e preferi adotar a posição que adotei: sou um escritor, meu papel é escrever, não discutir se uma premiação foi absurda ou não. Preferi me calar. Hoje vejo que agi corretamente. A organização do prêmio reviu as regras, a literatura brasileira saiu vencedora.

iG: Como foi participar da Flip? 
Edney Silvestre:
 Participo da Flip desde a primeira versão, como jornalista que cobre cultura. Este ano troquei de lado. Foi bacana, me senti lisonjeado. Mas já estarei de volta, no próximo ano, novamente como jornalista.

iG: O sr. lê bastante? Quais autores novos o sr. recomendaria?
Edney Silvestre:
 Leio muito. Há quatro belos livros publicados recentemente, que aconselho com entusiasmo: "O Senhor do Lado Esquerdo", de Alberto Mussa; "Domingos sem Deus", de Luiz Ruffato; "Traduzindo Hannah", de Ronaldo Wrobel; "Dois Rios", de Tatiana Salem-Levy.

iG: A internet aumenta ou diminui o interesse dos jovens pela literatura?
Edney Silvestre:
 Nunca se leu tanto. Nunca se divulgou tanto literatura: em blogs, em sites, nas redes sociais. Os jovens lêem, falam de livros, escrevem. Nós, escritores, seremos eternos devedores da internet.

domingo, 20 de novembro de 2011

Um domingo bom para refletir...

Nós bebemos demais, gastamos sem critérios.
Dirigimos rápido demais, 
ficamos acordados até muito mais tarde,
 
acordamos muito cansados,
 
lemos muito pouco,
 
assistimos TV demais
 
e  raramente estamos com Deus.

Multiplicamos nossos bens, 
mas reduzimos nossos valores.
Nós falamos demais,
 
amamos raramente,
 
odiamos frequentemente.

Aprendemos a sobreviver,
 
mas não a viver;
adicionamos anos a nossa vida 
e não vida aos nossos anos.

Fomos e voltamos a Lua,
 
mas temos dificuldade em cruzar a rua
 
e encontrar um novo vizinho.
Conquistamos o espaço, 
mas não o nosso próprio.

Fizemos muitas coisas maiores,
 
mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar,
 
mas poluímos a alma; dominamos o Átomo,
mas não nosso preconceito;
escrevemos mais, mas aprendemos menos;
planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar
 e não, a esperar.

Construímos mais computadores
 
para armazenar mais informação,
 
produzir mais cópias do que nunca,
 
mas nos comunicamos cada vez menos.

Estamos na era do 'fast-food'
 e da digestão lenta;
do homem grande, de caráter pequeno;
lucros acentuados e relações vazias.

Essa é a era de dois empregos,
 
vários divórcios,
 
casas chiques
 
e lares despedaçados.

Essa é a era das viagens rápidas,
 
fraldas e moral descartáveis,
 
das rapidinhas, dos cérebros ocos
 
e das pílulas "mágicas".

Um momento de muita coisa na vitrine
 
e muito pouco na dispensa.

Uma era que leva essa carta a você,
 
e uma era que te permite dividir essa reflexão
 
ou simplesmente clicar  'delete'.

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama,
 
pois elas não estarão aqui para sempre.

Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais,
 
num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer.

Lembre-se de dizer 'eu te amo' a  sua esposa(o),
 
seus filhos, seus netos, seus vizinhos e as pessoas que ama,
 
antes que seja tarde e elas se vão...
mas, em primeiro lugar, se ame...
se ame muito.

Um beijo e um abraço curam a dor,
quando vem de lá de dentro.
Por isso, valorize sua família
 
e as pessoas que estão ao
seu lado, sempre.

sábado, 19 de novembro de 2011

Final de Semana...

Um dia, o livro e o filme de David Nicholls, e outras ideias para falar de amor e aproveitar seus momentos de preguiça
Imagine um dia qualquer, digamos 15 de julho. Agora imagine que alguém resolvesse contar a história da sua vida olhando apenas para esse único dia. A cada ano, durante 20 anos, esse escritor com veleidades de deus esperaria amanhecer o dia 15 para olhar para você e descobrir por onde você anda e o que está fazendo. Mergulharia ainda mais fundo e olharia para os amores, as tristezas, os enganos e as fantasias dentro do seu coração.
Contar a história de um casal começando num dia 15 de julho em que eles se encontram na formatura da faculdade e acompanhando-os sempre no mesmo dia durante 20 anos é o que torna o romance Um Dia, de David Nicholls, um livro ao mesmo tempo engraçado, leve e...incomodativamente verdadeiro!
David Nicholls é roteirista premiado algumas vezes. Talvez por isso faça cada capítulo do livro corresponder a um dos vinte dias 15 de julho que Emma e Dexter vão viver em duas décadas, e amontoe ali, naquelas 24horas, os mistérios, surpresas, aproximações e afastamentos, acertos e desacertos que compõem as idas e vindas de todas as histórias de amor. Coisa de bom roteirista, a vida picotada em minicrônicas sem enredos espetaculares onde quase todos nós poderíamos caber. Daí o incomodativo.

Acompanhar a história de Emma e Dexter ao longo dessa sucessão de dias 15 de julho faz a gente ficar imaginando que, de fato, cada dia encerra um pequeno mistério. Por isso, talvez, David Nicholls faz seus personagens viverem e reviverem o mesmo dia, à exaustão. A história deles, assim como a nossa, é tecida nos pedacinhos de cada dia.

Um Dia virou bestseller, vendeu mais de um milhão de cópias e foi traduzido em 37 idiomas, desde que foi lançado, em 2009. A adaptação para o cinema era inevitável e tem Anne Hathaway e Jim Sturgess nos papeis principais. A estreia no Brasil está marcada para 2 de dezembro.

Cartaz do filme, Um dia, com Anne Hathaway e Jim Sturgess.



sábado, 12 de novembro de 2011

Ausência
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.


Queridos (as), 
Me ausentarei durante esta semana até a próxima sexta-feira; vou visitar meus pais e família.
Prometo novidades quando voltar...
Beijos e muita luz!!!


domingo, 6 de novembro de 2011

MINI-CURSO CRASE - ÚLTIMA PARTE!

             CASO 2) CASOS EM QUE NÃO HÁ CRASE (CONT.)

10) diante de numerais cardinais, referentes a substantivos não determinados pelo artigo, usados em sentido genérico:
    
Chanceler inicia visita a oito países africanos.
     Assisti a duas sessões de cinema.
     A fazenda ficava a três léguas da cidade.
 
    
Daqui a quatro semanas muita coisa terá mudado.
     O número de candidatas aprovadas não chega a vinte.
     “Então aquilo tinha acontecido de meia-noite a três horas!”    
 Usa-se  porém a crase nas locuções adverbiais que exprimem   hora determinada e nos casos em que o numeral estiver procedido de artigo:
     Chegamos às oito horas da noite.
     Assisti às duas sessões de ontem.
     Entregaram-se os prêmios às três alunas vencedoras.

11) diante de verbos (verbos no infinitivo em locuções verbais):
    
Estamos dispostos a trabalhar pela paz no mundo.
     Quando me dispunha a sair, começou a chover.
     Puseram-se a discutir em voz alta.



                                             CASOS ESPECIAIS

1) O uso do artigo a antes dos pronomes possessivos, em alguns caos, é necessário. Daí a necessidade também de haver, ou não, a crase antes desses pronomes:
  A minha viagem é certa.  
   Referiu-se à minha viagem.
  Minha viagem é certa.     
   Referiu-se a minha viagem.
  As minhas colegas vêm.  
   Fiz um apelo às minhas colegas.
  Minhas colegas vêm.        
   Fim um apelo a minhas colegas.
   
2)Na linguagem familiar, é opcional o uso do artigo diante de nomes próprios. A crase, portanto, ficará a critério do autor. Exemplos:
     Mandamos um convite à (ou a) Marília.
     Escrevi à (ou a) Lúcia.



3)Na linguagem formal, sobretudo quando se faz referência a mulheres célebres, não se usa artigo, portanto, não se acentua o a:
     Por que os ingleses tinham ódio a Joanna d’Arc?
     [Joana d’Arc foi uma heroína francesa.]

 
4)Em um ou outro caso, a crase será exigida, se o nome vier acompanhado de um adjunto:
     Quem negará elogios à corajosa Maria Quitéria de Medeiros?
     Refiro-me à Beatriz do Dr. Vieira.
     À querida Estela (como nas dedicatórias).
     O professor referiu-se à intrépida Joana d’Arc.

 5)Coloca-se acento grave sobre o a da expressão à distância de, seja a distância determinada ou não:
     Achava-me à distância de cem metros da fronteira.
     Paramos à distância de alguns metros do riacho.
    *OBS: Se antes de distância ocorrer adjetivo ou palavra que não admite o artigo definido, não se acentuará o a:
     O trem passava a pouca distância da casa.
     “Só o João conservava-se a respeitável distância da água”.
    
6)Quando se trata da locução adverbial a distância, é FACULTATIVO o uso da crase. Os renomados escritores modernos ora acentuam, ora não acentuam. Exemplos:
   “É necessário vê-los a distância.” (GRACILIANO RAMOS).
   “Pedras de gamão estalavam à distância. (GRACILIANO RAMOS).
   “Os merceeiros ignaros, os negociantes sovinas, eram, porém, mantidos a distância. (CIRO DOS ANJOS).
   “Além disso, convinha que as alunas fossem mantidas à distância.” (CIRO DOS AJOS).

7) Acentua-se, geralmente, o a ou as de locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas, formadas de substantivos femininos, tais como:

   a) locuções adverbiais: à direita, à esquerda, à força, à milanesa, à mesa, à noite, à risca, à solta, à vontade, à saída, às vezes, à toa, às claras, às pressas, etc.
   b) locuções prepositivas: à custa de, à espera de, à força de, à procura de, à vista de, às custas de, etc.
   c) locuções conjuntivas: à proporção que, à medida que, etc.

             
Concordo que é muita informação! Mas, o importante é não desistir! A fixação de tantas regras é mais eficaz se fizermos TODOS os exercícios.  Por isso preparei listas ( com muitos exercícios ) de acordo com os assuntos... Vamos ao treino?

Exercícios 1 – Use a crase quando possível:
1. Estamos a sua disposição.
2. Voltarei a minha casa.
3. Comprei a minha casa há dois anos.
4. Fez referência a minha proposta.
5. Fez referência as minhas propostas.
6. Fez referência a minhas propostas.
7. Esqueceu a sua proposta, mas fez referência a minha.
8. Ele fez muitos elogios a Sua Excelência.
9. Ele se referiu a Maria.
10. Ele não encontrou a Maria.
11. Dedicou todo seu amor a Clara.
12. Ele se referia a Cleópatra.
13. Ele foi até a praia.
14. Ficou até as 11h.
Exercícios 2 – Encontre os três únicos casos possíveis de crase:
1. O carro está a serviço da Globo.
2. Comida a quilo.
3. Já começou a chover.
4. Foi obrigado a convidá-lo.
5. Tráfego proibido a motocicletas.
6. Fazia alusão a situações hipotéticas.
7. Não obedecia a leis ultrapassadas.
8. Referia-se as leis estabelecidas para o caso.
9. Obras a cem metros.
10. Aludiu a sintomas estranhos.
11. Dedicou o sucesso a todos.
12. Não obedecia a ninguém.
13. Entregou os documentos a uma antiga funcionária.
14. Entregou os documentos a esta funcionária.
15. Entregou os documentos a mim e não a ela.
16. Ele se referia a D.Leopoldina.
17. Entregou as compras a Dona Maria.
18. Solicitou a receita a Doutora Maria Luísa.
19. Venceu de ponta a ponta.
20. Só respondeu a quem desejava uma explicação melhor.

Exercícios 3 – Atenção, lista polêmica – crase facultativa?
1. Ensino a distância
2. Filé a cavalo e frango a passarinho.
3. Só faz vendas a vista.
4. Fez a redação a máquina.
5. Foi recebido a bala.
6. Ataque a bomba.
7. Carro a gasolina.
8. Baile a fantasia.
9. Sujeito a multa.
10. Todos os itens estão sujeitos a inspeção.

Respostas
Exercícios 1
1.
 Estamos a sua (ou à sua) disposição.
2. Voltarei a minha (ou à minha) casa.
3. Comprei a minha casa há dois anos.
4. Fez referência a minha (ou à minha) proposta.
5. Fez referência às minhas propostas.
6. Fez referência a minhas propostas.
7. Esqueceu a sua proposta, mas fez referência à minha.
8. Ele fez muitos elogios a Sua Excelência.
9. Ele se referiu a (ou à) Maria.
10. Ele não encontrou a Maria.
11. Dedicou todo seu amor a Clara.
12. Ele se referia a Cleópatra.
13. Ele foi até a praia.
14. Ficou até as 11h.



Exercícios 2 – Os três casos possíveis são:

1. O carro está a serviço da Globo. 
2. Comida a quilo.
3. Já começou a chover.
4. Foi obrigado a convidá-lo.
5. Tráfego proibido a motocicletas.
6. Fazia alusão a situações hipotéticas.
7. Não obedecia a leis ultrapassadas.
8. Referia-se ÀS leis estabelecidas para o caso.
9. Obras a cem metros.
10. Aludiu a sintomas estranhos.
11. Dedicou o sucesso a todos.
12. Não obedecia a ninguém.
13. Entregou os documentos a uma antiga funcionária.
14. Entregou os documentos a esta funcionária.
15. Entregou os documentos a mim e não a ela.
16. Ele se referia a D.Leopoldina.
17. Entregou as compras À Dona Maria.
18. Solicitou a receita À Doutora Maria Luísa.
19. Venceu de ponta a ponta.
20. Só respondeu a quem desejava uma explicação melhor.

Exercícios 3 
Nestes casos, pode haver crase ou não. Há autores que aceitam o uso do acento grave e outros não.

Exercícios 4 – Use o acento indicativo da crase nos adjuntos adverbiais:
1. Vendeu a vista.
2. Bateu a porta.
3. Saiu a noite.
4. Entrou a força.
5. Saiu as pressas e as escondidas.
6. Vamos falar as claras.
7. Andava a toa.
8. Fez todo o trabalho a mão.
9. Gostava de andar a cavalo, mas veio a pé.
10. Não vende nada a prazo.
11. Comeu a beça.
12. Sentou-se a mesa para jantar.
13. Ficou em pé as margens do riacho.
14. Estava dois quilômetros a frente.
15. Era proibido virar a esquerda, por isso entrou a direita.
16. Ela gostava de ficar a janela apreciando o movimento.
17. Mantenha a distância.
18. Mantenha-se a distância.
19. As reuniões são sempre a tarde.
20. Começam invariavelmente as 15h.
21. As vezes, ele aparece na reunião.
22. A última hora, mudou seu voto.
23. Foram raras as vezes em que ele veio aqui.
24. A princípio, sou contra.

Exercícios 5 
1. Ele escreve a Paulo Coelho.
2. Ela se veste a moda de 1970.
3. Ela se veste a 1970.
4. A moda de 1970 está voltando.
5. Gosta de um bife a milanesa com espaguete a bolonhesa.
6. Não gosta de filé a Osvaldo Aranha; prefere um churrasco a gaúcha.
7. Ele comeu um bacalhau a Zé do Pipo; ela, um camarão a baiana.
8. Vive a custa dos pais e a base de remédios.
9. A base do triângulo mede 5cm.
10. A procura dos criminosos durou dez dias.
11. A polícia está a procura dos criminosos há dez dias.
12. O carro deve ficar a distância de dez metros.
13. Estava a beira de uma crise de nervos.
14. Vive a cata de latinhas.
15. A crise aumenta a medida que os problemas não são resolvidos.
16. A proporção que os torcedores vão chegando, o estádio fica mais lindo.    

Respostas
Exercícios 4:
1. Vendeu à vista.
2. Bateu à porta.
3. Saiu à noite.
4. Entrou à força.
5. Saiu às pressas e às escondidas.
6. Vamos falar às claras.
7. Andava à toa.
8. Fez todo o trabalho à mão.
9. Gostava de andar a cavalo, mas veio a pé.
10. Não vende nada a prazo.
11. Comeu à beça.
12. Sentou-se à mesa para jantar.
13. Ficou em pé às margens do riacho.
14. Estava dois quilômetros à frente.
15. Era proibido virar à esquerda, por isso entrou à direita.
16. Ela gostava de ficar à janela apreciando o movimento.
17. Mantenha a distância.
18. Mantenha-se à distância.
19. As reuniões são sempre à tarde.
20. Começam invariavelmente às 15h.
21. Às vezes, ele aparece na reunião.
22. À última hora, mudou seu voto.
23. Foram raras as vezes em que ele veio aqui.
24. A princípio, sou contra.

Exercícios 5:
1. Ele escreve à (ao estilo) OU a (para) Paulo Coelho.
2. Ela se veste à moda de 1970.
3. Ela se veste à 1970.
4. A moda de 1970 está voltando.
5. Gosta de um bife à milanesa com espaguete à bolonhesa.
6. Não gosta de filé à Osvaldo Aranha; prefere um churrasco à gaúcha.
7. Ele comeu um bacalhau à Zé do Pipo; ela, um camarão à baiana.
8. Vive à custa dos pais e à base de remédios.
9. A base do triângulo mede 5cm.
10. A procura dos criminosos durou dez dias.
11. A polícia está à procura dos criminosos há dez dias.
12. O carro deve ficar à distância de dez metros.
13. Estava à beira de uma crise de nervos.
14. Vive à cata de latinhas.
15. A crise aumenta à medida que os problemas não são resolvidos.
16. À proporção que os torcedores vão chegando, o estádio fica mais lindo.

Exercícios - CASO ESPECIAL - Preposição + Topônimos (nomes de lugares): Dica: vai à = volta da; vai a = volta de
Exercícios 6:
1.
 Ele nunca foi a Europa, a África nem a Ásia.
2. Ela já foi a Inglaterra, a Suécia, a Rússia e a Israel.
3. Ela não conhece a Hungria, a China nem a Austrália.
4. Uma estrada liga a Suíça a Itália e outra liga a Espanha a Portugal.
5. Pretende ir a Londres, a Roma e a Paris.
6. Referia-se a Londres dos nevoeiros e a antiga Roma.
7. Nunca foi a Bahia, a Goiás, a Paraíba e a Pernambuco.
8. Fazia referência a progressista Porto Alegre e a sedutora Salvador.
9. Um trem vai em direção a Tijuca; o outro, a Copacabana.
10. Um vai a Angra dos Reis e o outro a cidade de Cabo Frio.
11. Ela sempre vai a casa dos pais.
12. Nas férias, gosta de ir a casa de Itaipava.
13. O bom filho voltou a casa na hora certa.
14. Ele pretende ir a terra dos seus avós.
15. A espaçonave foi a Marte e já retornou a Terra.
16. Os marujos queriam descer a terra.

Caso 2 – Em horas e períodos:
A reunião será às 10h;
A reunião será das 8h às 10h;
A reunião será de duas a dez horas.

Exercícios 7:
1. Ele chegou as 14h.
2. A reunião só terminará as 20h.
3. Ele está aqui desde as 14h.
4. A reunião foi transferida para as 20h.
5. A reunião será após as 18h.
6. A reunião pode ir até as 22h.
7. A reunião será a partir das 16h.
8. Vai sair as 13h.
9. Vai sair a 1h da tarde.
10. Vai sair a uma hora qualquer.
11. A reunião será das 14h as 18h.
12. A reunião será de duas a quatro horas.
13. Teve de esperar de uma a duas horas.
14. Ficamos abertos das 12h as 20h.
15. Estaremos abertos do meio-dia a meia-noite.
16. Trabalha de segunda a sexta, das 8h as 17h.
17. O congresso vai da próxima segunda a sexta-feira.
18. Ficou conosco de março a junho.
19. Morou no Brasil de 1980 a 1982.
20. O reajuste será de 2% a 4%.
21. Leia de 20 a 30 páginas por dia.
22. Resolva os exercícios da página 20 a 30. 


Respostas 
Exercícios 6
1.
 Ele nunca foi à Europa, à África nem à Ásia.
2. Ela já foi à Inglaterra, à Suécia, à Rússia e a Israel.
3. Ela não conhece a Hungria, a China nem a Austrália.
4. Uma estrada liga a Suíça à Itália e outra liga a Espanha a Portugal.
5. Pretende ir a Londres, a Roma e a Paris.
6. Referia-se à Londres dos nevoeiros e à antiga Roma.
7. Nunca foi à Bahia, a Goiás, à Paraíba e a Pernambuco.
8. Fazia referência à progressista Porto Alegre e à sedutora Salvador.
9. Um trem vai em direção à Tijuca; o outro, a Copacabana.
10. Um vai a Angra dos Reis e o outro à cidade de Cabo Frio.
11. Ela sempre vai à casa dos pais.
12. Nas férias, gosta de ir à casa de Itaipava.
13. O bom filho voltou a casa na hora certa.
14. Ele pretende ir à terra dos seus avós.
15. A espaçonave foi a Marte e já retornou à Terra.
16. Os marujos queriam descer a terra.

Exercícios 7:
1.
 Ele chegou às 14h.
2. A reunião só terminará às 20h.
3. Ele está aqui desde as 14h.
4. A reunião foi transferida para as 20h.
5. A reunião será após as 18h.
6. A reunião pode ir até as 22h.
7. A reunião será a partir das 16h.
8. Vai sair às 13h.
9. Vai sair à 1h da tarde.
10. Vai sair a uma hora qualquer.
11. A reunião será das 14h às 18h.
12. A reunião será de duas a quatro horas.
13. Teve de esperar de uma a duas horas.
14. Ficamos abertos das 12h às 20h.
15. Estaremos abertos do meio-dia à meia-noite.
16. Trabalha de segunda a sexta, das 8h às 17h.
17. O congresso vai da próxima segunda à sexta-feira.
18. Ficou conosco de março a junho.
19. Morou no Brasil de 1980 a 1982.
20. O reajuste será de 2% a 4%.
21. Leia de 20 a 30 páginas por dia.
22. Resolva os exercícios da página 20 à 30.

Pessoal, é isso! Espero que tenham gostado e aproveitado bastante o Mini-Curso sobre Crase! Deixem seus comentários para que possamos desenvolver o próximo - sugestões, críticas, assuntos específicos, etc. Uma ótima semana a todos e obrigada pela participação!!!
OBS: A parte teórica e exercícios foram baseados na gramática do CEGALLA, do  NICOLLA e no blog do Professor Sérgio Drumond, com as minhas adaptações.